Nos primórdios da domesticação, o cão serviu ao homem como batedor indo à frente dele, facilitando-lhe a tarefa de captura ou abate das presas.

Com a evolução, uma nova situação de vida ocorreu e o cão passou a servir não só como companheiro de caçadas, mas como guardião de sua vida e de seus bens, como pastor de seus rebanhos, enfim o amigo de sempre, seja em tempos de guerra ou de paz, a fidelidade a toda prova.

Sabe-se que a convivência com cães melhora a vida não só de pessoas sadias, mas, sobretudo prolonga a dos idosos, ajuda na recuperação de doentes, colabora no aprendizado de crianças excepcionais. E ótimo resultado tem sido conseguido no tratamento de crianças autista.

 Pessoas cardíacas em convivência com animais domésticos passam a ter uma maior perspectiva de vida, pois o cão, por exemplo, é um estímulo a que ele faça mais exercícios, despertando-lhe o interesse pela vida e diminuindo, assim, a ansiedade e a depressão.

Mas, enfim, cão, para que e por que te quero?

Wil Judy ex-editor de uma revista cinófila americana, denominada Dog World, sintetizou da seguinte forma:

  1. Para ser sempre recebido ao chegar em casa por alguém que me ama e não prescinde de minha amizade”;
  2. Para aprender com ele a acreditar nos meus semelhantes;
  3. Para aprender a viver sem egoísmo sendo responsável por alguém que depende de mim, sem nunca reclamar;
  4. Para aprender que na vida é preciso também, saber brincar como ele o faz;
  5. Para ter um guardião sempre presente e atento;
  6. E, finalmente, porque o cão é o único amor verdadeiro que o dinheiro pode comprar.”

 

COMO ESCOLHER UM FILHOTE?

Antes de tudo qualquer filhote deve ter saúde. Existem, assim, detalhes básicos a serem observados quando da compra, como:

  1. Verifique se há raquitismo que é uma deformação das articulações das pernas anteriores, as quais arqueiam e, em geral, o animal sente dores quando levantado do solo. A causa é a falta de uma alimentação adequada, assim como carência de cálcio e fósforo;
  2. Veja se o filhote tem o dorso reto, ao nível;
  3. Estale os dedos perto do filhote para testar sua audição e force sua atenção para observar sua visão, assim como os reflexos.
  4. observe o temperamento, em geral o mais extrovertido é o melhor, mas tenha em mente que os filhotes receiam estranhos e, assim, não confunda prudência com timidez. Mas nunca escolha filhotes que estejam encolhidos num canto, sem vivacidade.
  5. Veja se existe irritação na pele ou falhas de pelo.
  6. Observe nariz e olhos para constatar se existe alguma purgação;
  7. Olhe as gengivas e veja que não estejam brancas, o que pode denunciar anemia, a qual poderá ter origens diversas, como alimentação inadequada, falta de sol, ou infestação de parasitas.