Nos primórdios da domesticação, o cão serviu ao homem como batedor indo à frente dele, facilitando-lhe a tarefa de captura ou abate das presas.
Com a evolução, uma nova situação de vida ocorreu e o cão passou a servir não só como companheiro de caçadas, mas como guardião de sua vida e de seus bens, como pastor de seus rebanhos, enfim o amigo de sempre, seja em tempos de guerra ou de paz, a fidelidade a toda prova.
Sabe-se que a convivência com cães melhora a vida não só de pessoas sadias, mas, sobretudo prolonga a dos idosos, ajuda na recuperação de doentes, colabora no aprendizado de crianças excepcionais. E ótimo resultado tem sido conseguido no tratamento de crianças autista.
Pessoas cardíacas em convivência com animais domésticos passam a ter uma maior perspectiva de vida, pois o cão, por exemplo, é um estímulo a que ele faça mais exercícios, despertando-lhe o interesse pela vida e diminuindo, assim, a ansiedade e a depressão.
Mas, enfim, cão, para que e por que te quero?
Wil Judy ex-editor de uma revista cinófila americana, denominada Dog World, sintetizou da seguinte forma:
- Para ser sempre recebido ao chegar em casa por alguém que me ama e não prescinde de minha amizade”;
- Para aprender com ele a acreditar nos meus semelhantes;
- Para aprender a viver sem egoísmo sendo responsável por alguém que depende de mim, sem nunca reclamar;
- Para aprender que na vida é preciso também, saber brincar como ele o faz;
- Para ter um guardião sempre presente e atento;
- E, finalmente, porque o cão é o único amor verdadeiro que o dinheiro pode comprar.”
COMO ESCOLHER UM FILHOTE?
Antes de tudo qualquer filhote deve ter saúde. Existem, assim, detalhes básicos a serem observados quando da compra, como:
- Verifique se há raquitismo que é uma deformação das articulações das pernas anteriores, as quais arqueiam e, em geral, o animal sente dores quando levantado do solo. A causa é a falta de uma alimentação adequada, assim como carência de cálcio e fósforo;
- Veja se o filhote tem o dorso reto, ao nível;
- Estale os dedos perto do filhote para testar sua audição e force sua atenção para observar sua visão, assim como os reflexos.
- observe o temperamento, em geral o mais extrovertido é o melhor, mas tenha em mente que os filhotes receiam estranhos e, assim, não confunda prudência com timidez. Mas nunca escolha filhotes que estejam encolhidos num canto, sem vivacidade.
- Veja se existe irritação na pele ou falhas de pelo.
- Observe nariz e olhos para constatar se existe alguma purgação;
- Olhe as gengivas e veja que não estejam brancas, o que pode denunciar anemia, a qual poderá ter origens diversas, como alimentação inadequada, falta de sol, ou infestação de parasitas.